Mariane Rodrigues| Setor de Comunicação
Para o arcebispo emérito, Maria é modelo a ser seguido, pois ela, sempre conduz seus filhos ao caminho do Senhor

Na missa das 9h do dia de Nossa Senhora dos Prazeres em Maceió, celebrado nessa quarta-feira (27), o arcebispo emérito de Recife e Olinda, Dom Fernando Saburido, fez uma extensa e merecida reflexão sobre a representação de Maria como Nossa Senhora das Alegrias. Durante a homilia para centenas de fiéis que lotaram a Catedral Metropolitana, Dom Fernando enfatizou que Maria teve suas dores, mas também teve suas alegrias e, assim como Nossa Senhora, a “alegria deve fazer parte da vida de todo o Cristão”.
Nossa Senhora dos Prazeres é um dos títulos consagrados à Maria, também conhecida como Nossa Senhora das Alegrias. Dom Fernando pontuou que a celebração deste ano foi ainda mais especial, por se estar comemorando também o Jubileu. O tema jubilar de 2025 é Peregrinos de Esperança. Assim, foi escolhido para as festividades da padroeira de Maceió o tema: “Maria, Estrela da Esperança”.
“Que a festa desse ano repercuta no sentido de sermos motivados, cada vez mais, a vivermos a esperança e a sermos anunciadores da boa nova da salvação.”

Por que Nossa Senhora dos Prazeres?
Nas passagens bíblicas, são destacadas sete dores e sete alegrias vivenciadas por Maria durante sua vida terrena. Dom Fernando enfatiza que, ao aceitar ser a mãe de Jesus, Maria também enfrentou sua Via Crucis ao lado do filho. Ela teve consciência de que não teria uma vida fácil.

“Mas muito mais importantes que os sofrimentos foram as alegrias de Maria”, ressaltou Dom Fernando. As alegrias de Maria começam com a Anunciação quando ela é procurada pelo Anjo Gabriel para ser escolhida como a Mãe do Salvador, pois ela é a Imaculada Conceição e foi concebida sem pecado. “Mereceu esse privilégio”, destaca Dom Fernando.

As alegrias continuam com a visita de Maria à Isabel, quando ela descobre que a prima estava grávida. Depois, teve o nascimento de Jesus. “Essa é a maior alegria de Maria”, acrescenta o bispo emérito.
Os prazeres de Maria passam ainda pela adoração dos reis magos, o encontro de Jesus no templo três dias depois dele ter se perdido da mãe em Jerusalém; a ressurreição “que é a alegria máxima de Maria” e a glorificação de Nossa Senhora, ao ser elevada aos céus em corpo e alma.
“Esse júbilo de Maria deve encher nossos corações também de alegrias para que sejamos merecedores dessa graça. Maria mostra que todos nós também somos merecedores dessa graça porque Deus está sempre olhando para nós, amando-nos apesar de nossas imperfeições, infidelidades. Ele nos ama profundamente e deseja que sejamos fiéis as suas palavras e a sua mensagem”, afirmou Dom Fernando na homilia.

Dom Fernando discorre ainda que Maria sempre defende seus filhos e os aponta em direção ao senhor.
“Maria está em plena comunhão com o seu filho, motivando a todos nós a sermos fiéis e vivermos comprometidos com a palavra de Deus, independentemente da situação em que somos convidados a perceber. Deus está sempre ao nosso lado, nos ajudando a caminhar na fidelidade, no amor e na paz”, expõe ele.
Além disso, ele pontua que Maria é modelo de fidelidade e humildade, pois não se envaideceu pela missão que lhe foi atribuída. Ao contrário, aceitou, em sua simplicidade, a servir ao Senhor.
“Ela foi obediente em todos os aspectos para com o senhor. Maria é aquela que levou adiante a sua missão de anunciar o Cristo e todos nós podemos fazer a mesma coisa nos tempos atuais”, complementou Dom Fernando.
Fé em Nossa Senhora dos Prazeres
A devoção à Nossa Senhora dos Prazeres se origina em Portugal, no final do século XVI. A devoção foi trazida pelos portugueses ao Brasil quando se instalaram em Pernambuco. Foi na Batalha do Monte dos Guararapes – onde hoje se situa Jaboatão dos Guararapes –, quando os portugueses e organizações brasileiras venceram os holandeses no século XVII, que a vitória foi atribuída à intercessão de Nossa Senhora dos Prazeres.

A fé em Nossa Senhora dos Prazeres se espalhou e ganhou força, chegando a Alagoas no Século XVIII.
A Igreja Nossa Senhora dos Prazeres, hoje também uma Catedral Metropolitana, era uma pequena capela quando foi fundada. A população cresceu, assim como Maceió, então uma vila. Esta se tornou cidade e capital da Província de Alagoas.
Em 1819, ela deixa de ser capela e se torna a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, pois a cidade começou a se desenvolveu em torno da capela.
A matriz, com a estrutura que ela tem atualmente, foi inaugurada em 1859, numa solenidade que contou com a presença de Dom Pedro II. Em 13 de fevereiro de 1920, a então Diocese de Alagoas foi elevada ao status de Arquidiocese de Maceió. Assim, a matriz paroquial de Nossa Senhora dos Prazeres passou a ser também Catedral Metropolitana de Maceió.
