“A grandiosidade é a sua obediência, é fazer a vontade de Deus.” destaca Dom Magnus na sexta noite do novenário

Homilia sobre a porta estreita e a humildade de Maria, marcam a passagem do bispo da diocese do Crato/CE em sua primeira vez na festa da Padroeira.

Por Carolina Azevedo | Pascom Arquidiocesana

(As lideranças da sexta noite foram ECC e Pascom. Presidência da Celebração Eucarística foi do Dom Magnus Henrique Lopes, OFMCap, bispo do Crato – CE. – Fotos: Carlos Wilker | Pascom Arquidiocesana)

O Encontro de Casais com Cristo (ECC) e a Pastoral da Comunicação (PASCOM) lotaram os bancos e corredores e animaram a liturgia deste sábado (23), na casa da Mãe dos Prazeres, Catedral Metropolitana de Maceió.

“Serva da humildade escondida, rogai por nós!” foi o tema da noite que contou com a presença inédita e ilustre de Dom Magnus Henrique Lopes, OFMCap, Bispo Diocesano do Crato/CE.

A liturgia do dia, parecia estar alinhada com os testemunhos dos fiéis ao destacar que mesmo os filhos mais amados também passam por provações e dificuldades, com a finalidade de crescer na fé.

“É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata” Trecho da Segunda Leitura (Hb 12,5-7.11-13)

Danmires Vieira da Pascom da Paróquia de Santa Rita de Cássia no Farol é uma dessas filhas e conta que teve uma história muito difícil com relação a maternidade de Maria, que embora seja a mais terna das mães, também não deixa de corrigir e educar seus filhos, sempre os acompanhando em suas necessidades:

“Eu lembro do dia que o padre chegou pra mim e falou: ela é a mãe que você precisa e foi assim que ela me trouxe de volta. Nossa Senhora que me resgatou através do rosário. Ela me trouxe de volta, me levou pra confissão e me trouxe pra mais perto de Jesus.”

Edclécio Dalton de Lima, também membro da Pastoral da Comunicação, também teve seu caminho marcado pelas mudanças de rota que a sabedoria de Deus nos permite para a nossa salvação:

“Ela é nossa mãe e como nossa mãe vai estar sempre guiando a gente no melhor caminho. Minha vó passou por um tratamento de câncer e nesse momento eu fiquei sem chão então pedi, supliquei, e graças a Deus e a Maria, minha avó foi curada, o que reforçou ainda mais meu relacionamento com a mãe.”

“São poucos os que se salvam?” questionava o evangelho, que seguiu com a meditação zelosa e atenta de Dom Magnus.

 

 

Confira trechos da homilia:

“O mestre não se deixa prender pela curiosidade que paralisa.”

“Cuidado porque às vezes, a nossa preocupação não é com a salvação, por incrível que pareça, é com o julgamento que nós muitas vezes gostamos de fazer.”

“Muitas vezes os cálculos podem na nossa existência parecer com um excelente resultado, mas fica somente no que é externo, não trabalha a conversão pessoal.”

“A salvação não é mera pertença sociológica à fé, mas é uma adesão viva à conversão. É a perseverança, é a humildade.”

“Não basta ter comido e bebido na mesa com Ele e escutar a palavra de longe, É preciso deixar-se transformar pela graça, atravessando a estreiteza que é o caminho da renúncia, do desapego, da fidelidade, do perdão.”

“A porta estreita exige de nós um coração que não seja obeso, pela maldade, pela indiferença, pelas injustiças, pela prepotência, pela hipocrisia.” “Maria é o ícone perfeito dessa porta estreita, sua vida não foi marcada por aplausos, mas por um sim silencioso e radical.”

“Se é verdade que a porta é estreita, ela também é aberta. Se é exigente, é também generosa. Cada vez que caímos, Deus nos ergue. Nenhuma miséria humana é grande demais para o amor misericordioso de Deus.”

“Quando o senhor fechar a porta da nossa história, que não estejamos do lado de fora, lamentando.” Concluiu Dom Magnus. O fiel Ascanio Gama Freires da Paróquia de São Pedro Apóstolo na Ponta Verde destacou a importância da presença de Maria para nossa caminhada, desafiadora e encorajadora na mesma medida:

“É fundamental a presença da mãe de Deus nas nossas vidas porque foi ela que deu o sim. Sem o sim de Maria nós não teríamos a presença de Cristo, foi Maria com o seu sim que possibilitou a chegada do nosso Deus para que posteriormente viesse com a sua morte a salvar todos nós.”

Também Maria Cícera, Coordenadora Arquidiocesana da Pascom, que ano após ano se dedica a maratona de celebrações e atividades do novenário da padroeira entre transmissões, coberturas e outros serviços testemunhou como a Santa Mãe dos Prazeres nos ajuda a perseverar com humildade e esperança:

“Nossa Senhora é a mãe, é fato. Mas na Pastoral da Comunicação ela nos impulsiona a ser seta que aponta para Jesus Cristo, Nossa Senhora nos faz ser discípulos-missionários, comunicadores da esperança, com seu ‘sim’, com seu serviço, algo palpável, uma realidade
que a gente pode tocar, pisar com nossos pés no chão, se colocando em caminhada constante, é o “caminhar juntos”, caminhar com Nossa Senhora para o seu Filho, que nos espera, que nos aguarda e para quem nós tudo fazemos.”

Por fim, e não menos importante, Cristina Lima da Pascom Arquidiocesana e da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Cruz das Almas, também compartilhou seu relato de uma relação muito próxima com a padroeira, desde a infância até a vida adulta, passando de
geração em geração:

“Eu participo da festa de Nossa Senhora dos Prazeres desde a infância, meus avós tinham o hábito de frequentar a novena e a procissão, minha mãe também, foi professora de ensino religioso, e nós sempre tivemos essa relação muito próxima com Nossa Senhora dos
Prazeres.”

“Eu também fui secretária da catedral, então temos esse laço muito próximo com ela, sempre encarei essa relação com um chamado pra servir, assim como ela serviu a nosso Senhor. Cada momento, cada festa, é um momento especial de render graças e um retiro para a Arquidiocese inteira.” ressaltou Cristina.

Sobre o servir, como comunicadora de esperança, Cristina finalizou considerando que é gratificante ver que esses dias de festa não só contribuem para aumentar e aprimorar a sua caminhada de fé, como observa a transformação na vida dos irmãos de pastoral e inúmeros
devotos que se achegam na casa da Mãe: “É gratificante viver cada momento dessa festa, cada ano é um renovo no caminho e no amadurecimento na fé.”