“A fortaleza de nossa senhora nos ensina isso: somos fortes quando firmamos os passos nos caminhos de Deus.” destaca o pároco da Catedral Metropolitana de Maceió na 7ª noite do novenário.
Carolina Azevedo – Pascom Arquidiocesana

Cônego Elison Silva dos Santos, Pároco da Catedral Metropolitana de Maceió foi o celebrante da noite deste domingo (24), sétima noite do novenário em honra a Nossa Senhora dos Prazeres. “Fortaleza dos que sofrem, rogai por nós!” foi o tema que reuniu membros da Pastoral Familiar, Pastoral da Pessoa Idosa e Cursilhos na Catedral Metropolitana de Maceió, para celebrar sua excelsa padroeira.
“Todos nós somos chamados a salvação. Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva.” destacou Cônego Elison no início de sua homilia que seguiu com as reflexões de uma homilia feita por Dom Henrique Soares, bispo da diocese de Palmares, em Pernambuco, que faleceu em julho de 2020 vítima da Covid-19.
“Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” É daquelas perguntas que Jesus não responde, porque se fundam na curiosidade inútil e não naquilo que ele veio revelar e inaugurar: o Reino de Deus, que exige de nós uma abertura de coração e uma resposta de amor para segui-lo no caminho.”
“Ao invés de responder a pergunta que lhe fizeram, o Senhor vai direto ao ponto que realmente interessa… Por isso, responde com uma advertência: Não é da nossa conta se são muitos ou poucos os que se salvam. Interessa, isso sim, que tenhamos uma tal atitude hoje, no presente de nossa vida, em relação ao seu Evangelho, que possamos herdar a salvação: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”. Portanto, o Senhor chama nossa atenção para o presente, como estamos nos posicionando agora em relação a ele.”
“Há muita gente curiosa, pouco interessada, especuladores, pouco cristão” observou Cônego Elison.
E continuou com a meditação de Dom Henrique: “A porta é estreita porque nos tornamos grandes demais, auto-suficientes demais, prepotentes demais, demasiadamente cheios de nós mesmos! A porta é estreita porque nossas manhas são largas… Portanto, há um combate a ser travado em nós, para nos adequarmos ao Reino de Deus.”
“Se a caminhada para passar na porta estreita é difícil, se muitas situações aparecem, a
dor, se bate a nossa porta a dor da doença, da solidão, da perda, ou da injustiça, podemos
olhar para Maria. Ela não tira a nossa cruz, mas como mãe nos ajuda a carregá-la, a olhar
tudo com fé e esperança. Maria nos aponta sempre para Jesus dizendo: “A alegria é Cristo,
a força é o meu filho” é no caminho de Jesus que somos chamados a permanecer. “
Edjane Melo, coordenadora da Pastoral Familiar Arquidiocesana, também ressaltou o papel
de Maria como a estrela da esperança e fortaleza dos que sofrem:
“A noite do dia 24 foi uma benção para a Pastoral familiar, nosso momento de servir na festa de Nossa Senhora dos Prazeres é uma ocasião de muita satisfação e alegria. É a nossa oportunidade de demonstrar, com carinho e zelo servindo na catedral, o quanto é importante estarmos em unidade com toda a arquidiocese, servindo na nossa paróquia principal que é a mãe que cuida de todas as demais.”
“Nossa Senhora em minha caminhada ela é muito importante, como a mãe que nos mostra como permanecer de pé diante de todas as situações. Todos nós sabemos que família não é algo fácil, todos nós temos os nossos momentos, mas quando olhamos para Maria a gente realmente sente a importância que é estarmos de pé olhando para Jesus.”
“Na dor não era a cruz que ela olhava, era o filho que salva, que cura e que liberta.” “Uma grande certeza que eu tenho é que se eu clamar pelas graças de Maria, eu sei que a graça da salvação vai acontecer na minha vida. Sei que a mãe dos Prazeres está cuidando das nossas vidas, nossas missões, nossos envios, e eu tenho que fazer como ela que disse: faça-se em mim segundo a vossa palavra. Peço que ela esteja sempre presente e continue cuidando das nossas famílias.”



