A quarta noite do novenário contou com a presença do bispo diocesano de Palmeira dos Índios, trazendo a reflexão sobre “uma esperança que brota do próprio Cristo e nos faz atuantes e comprometidos.”
Por Carolina Azevedo Pascom Arquidiocesana

Com o tema “Espelho de fidelidade, rogai por nós!”, a quarta noite do novenário em honra a Titular da Catedral, Padroeira da Cidade e da Arquidiocese de Maceió contou com a ilustre presença do Bispo diocesano de Palmeira dos Índios, Dom Manoel de Oliveira Soares Filho.
A Renovação Carismática Católica – RCC, SAV, Pastoral da Terra, Federação das Congregações Marianas foram os animadores da liturgia desta quinta-feira (21), que observou os privilégios e deveres de seguir na caminhada com Cristo e com Nossa Senhora.

Enquanto as programações da noite ainda não tinham sido iniciadas, a devota Maria de Lourdes Paulino, da paróquia de Nossa Senhora do Ó em Ipioca, já se organizava para por mais um ano marcar presença na festa da Mãe.
“Nossa Senhora é tudo na minha vida, primeiramente Jesus, mas nossa senhora é minha mãe, quando eu peço ela sempre está pronta para me ajudar nos momentos difíceis da minha vida.”
Mesmo com a distância Maria de Lourdes destaca que está sempre presente na Catedral Metropolitana em missas e festividades e reforça para os que ainda não creem:
“Procure Maria, procure a igreja, procure a mãe de Jesus, que Maria está sempre pronta para ajudar qualquer um que se achega a ela.”

Tendo início a celebração, que contou também com a presença de nosso arcebispo, Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, Cônego Elison Silva dos Santos, pároco da Catedral Metropolitana de Maceió, Monsenhor Delfino Barbosa, Pe. Fábio Vieira Junges da Paróquia Sagrados Corações em Rio Largo, seminaristas e os demais fiéis, o salmista já entoava o que muitos de seus devotos devem dizer ao contemplar a Santa Mãe dos Prazeres: “Eis que venho fazer com prazer a vossa vontade Senhor (Sl 39)”.
Motivada por esse mesmo prazer, Flávia Mendes – Presidente do Conselho de Leigos Arquidiocesano (CNLB), grupo responsável por toda a organização de escalas de liturgia e barracas da festa, também expressou sua admiração e confiança na Santíssima Virgem:
“Pra mim ela tem um papel muito importante como intercessora, aquela mãe que nos dá o colo, quando eu preciso ela me dá colo, ela me abraça. Quando preciso de uma mãe eu recorro pra ela e eu sinto esse abraço e esse colo acolhedor.”

“É Maria então esse espelho de fidelidade que nos convida a celebrar o seu filho sobre o altar e ao nos alimentarmos dele podermos dar seguimento a nossa missão de peregrinos e peregrinas da esperança.” refletiu Dom Manoel Soares em sua homilia.
Em sua meditação também abriu espaço para destacar um trecho da Bula de proclamação do Jubileu Ordinário do Ano 2025, Spes non confundit, onde em paralelo com a pergunta da parábola presente no evangelho (Mt 22,1-14) que questiona nossas vestes como participantes do banquete do rei, Dom Manoel pontua, a exemplo do apóstolo Paulo, o convite a redescobrir a paciência que faz bem a nós próprios e aos outros.
“A paciência – fruto também ela do Espírito Santo – mantém viva a
esperança e consolida-a como virtude e estilo de vida. Por isso, aprendamos a
pedir muitas vezes a graça da paciência, que é filha da esperança e, ao mesmo
tempo, seu suporte.” (Spes non confundit – Bula de proclamação do Jubileu Ordinário do Ano 2025, 4.)
“Nesta noite, onde o evangelho nos cobra uma veste adequada, que possamos nos revestir dessa esperança, para que seja um compromisso nosso, e para que o ano jubilar não seja um acontecimento que excedeu em 2025. Que possamos abraçar essa veste, e nos revestir dessa veste de esperança que é próprio de Maria” concluiu Dom Manoel.

Finalizando a noite com muita emoção e gratidão, entre os fiéis presentes e devotos da Virgem dos Prazeres, o testemunho de Aleci Amorim, agente da equipe da Pascom Arquidiocesana sintetizou o que podemos esperar desse espelho de fidelidade e esperança:
“O agir de Nossa Senhora em minha vida é muito forte, quando era pequeno não acreditava na ação de Nossa Senhora na vida das pessoas, não acreditava que ela poderia interceder a Deus por todos nós, mas ao longo do tempo e com vários desafios Deus primeiramente, e Nossa Senhora foram me moldando para que eu pudesse confiar nesse amor.”
“Hoje aquele jovem que não acreditava, entende, compreende e sente essa presença” destaca Aleci, que afirma reforçando esse amor e fidelidade mútua, “não conseguir mais viver sem Nossa Senhora” em sua caminhada.






