Mariane Rodrigues| Setor de Comunicação

A Casa do Pobre, uma Instituição de Longa Permanência que acolhe idosos em situação de vulnerabilidade social, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, recebeu importantes doações que ajudarão na manutenção da Casa e no bom cuidado aos acolhidos. Ao todo, foram mais de R$ 142 mil frutos das espórtulas do Crisma do primeiro semestre, da Campanha da Fraternidade de 2025 e da Festa de Pentecostes. Agora, a instituição trabalha na captação de recursos para ampliar o espaço do imóvel e construir uma cozinha.
Foram doados os seguintes valores:

- Valor de R$ 63 mil, fruto das espórtulas do Crisma do primeiro semestre, que são ofertas voluntárias dos crismandos, cuja destinacão à Casa do Pobre teve iniciativa do arcebispo metropolitano, Dom Beto Breis.
- Valor de R$ 43.220,70, provindo da Campanha da Fraternidade 2025.
- Valor de R$ 36.025,00, parte do que foi arrecadado na Festa de Pentecostes.
O Arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Beto Breis, explica que a Arquidiocese de Maceió, mantenedora da Casa do Pobre, tem trabalhado na captação de recursos não só para manter as necessidades básicas da instituição, como também para ampliar o espaço com o objetivo de levar mais conforto e comodidade aos acolhidos.
“Nesse semestre, oferecemos algumas ajudas: foram destinados para a Casa os 50% que competem à Diocese, da coleta da Campanha da Fraternidade. Com a captação de recursos para organizar o Encontro de Pentecostes, o dinheiro excedente, R$ 36 mil, foi doado para a Casa. E, quando o jovem é crismado e recebe o Espírito Santo pelo Sacramento da Crisma, ele pode dar uma ajuda para Igreja. Não é um pagamento, porque Sacramento não se paga, mas é uma ajuda que nós chamamos de espórtula. E eu sempre destino essas espórtulas para necessidades da Arquidiocese. Uma das necessidades é a Casa do pobre”, explicou Dom Beto Breis.
De acordo com o Padre Alex Rufino, diretor da Casa do Pobre, a instituição tem a missão de cuidar da vida, especialmente daqueles que, por rejeição, abandono, ou vulnerabilidade social, buscaram na Casa um lugar de conforto, segurança, atenção, dignidade e respeito.
“Esta casa cuida daqueles que foram, muitas vezes, rejeitados pelos seus familiares, abandonados, mas também daqueles que tomaram livremente a sua decisão, por não ter familiares, de procurar uma instituição de longa permanência que acolhe idosos. Para nós, aqui nesta casa já quase centenária, é um motivo de compromisso, de fé, de caridade e de amor. A Igreja dá esse testemunho de caridade”, afirma Padre Alex Rufino.
A Casa do Pobre é uma instituição de caridade criada pela Arquidiocese de Maceió, com forte atuação na capital. Ela carrega uma história de amor e solidariedade desde 1932, tendo quase 100 anos de existência.
No início de sua fundação, a Casa do Pobre era denominada de Colônia de Mendigos e acolheu pessoas de diversas idades e em situação de rua, dando-lhes o que comer, o que vestir e onde dormir. A partir de 1960, ela passou a ser um lar de longa permanência dedicada ao idosos.
Quem entra na Casa dos Pobres, depara-se com um ambiente novo, bem estruturado, com quartos e banheiros bem divididos e um jardim preservado usado pelo acolhidos também para tomar banho de sol.
Atualmente, são 35 idosos e idosas que recebem assistência de uma equipe multidisciplinar com enfermagem, setor de cuidados, nutrição, fisioterapia e terapia ocupacional.
Para continuar o trabalho de entrega e cuidado ao próximo, a Casa do Pobre conta com o apoio de cada um que tenha esse gesto concreto de solidariedade e possa contribuir de alguma forma. O objetivo agora é construir uma cozinha para o imóvel em um espaço que atualmente está abandonado e precisa passar por uma reforma completa na estrutura. Atualmente, os alimentos servidos aos acolhidos são preparados na cozinha do Colégio Arquidiocesano, que fica ao lado da Casa do Pobre.
“A casa do pobre não tem uma cozinha. Por enquanto, os alimentos são feitos na cantina da escola arquidiocesana. Além de ampliar o espaço, inclusive até pelas pastorais sociais da Arquidiocese, como pastoral da criança, pastoral da pessoa idosa, reformando esse espaço todo, que tem uma história de serviço aos pobres, é também uma forma de fazer memória de quem iniciou esse projeto e de tantas pessoas que aqui se doaram e se serviram”, complementa Dom Beto Breis.
As doações de qualquer valor podem ser feitas no QR Code que está no canto esquerdo do vídeo inserido nesta matéria, e por meio do pix, cuja chave é o CNPJ 12.305.090/001-08, que estão do lado esquerdo do vídeo. Ou também podem ser efetuadas por meio da Nota Fiscal Cidadã. Outra opção é levar as doações na própria Casa do Pobre.










