Mariane Rodrigues| Setor de Comunicação
Aos centenas de devotos presentes, Cônego Elison expôs que Maria se entregou e confiou plenamente em Deus e, por isso, concebeu Cristo, aquele que livra a humanidade do mal e do pecado

“Deus nos escolheu para que hoje, nesta Catedral, pudéssemos repetir como os primeiros dessa terra: Senhora dos Prazeres, tu és a honra do nosso povo. És a honra dessa cidade bonita e hospitaleira. Maria é nossa mãe, é Nossa Senhora das sete alegrias, das incontáveis felicidades daqueles que experimentam, em meio às provas, a verdadeira segurança que vem de Deus”.
A mensagem acima é parte da homilia proferida pelo Cônego Elison Silva, que presidiu a Missa Festiva das 12h, do dia de Nossa Senhora dos Prazeres, celebrado em 27 de agosto, em Maceió.

Aos centenas de devotos presentes, Cônego Elison expôs que Maria se entregou e confiou plenamente em Deus e, por isso, concebeu Cristo, aquele que livra a humanidade do mal e do pecado. E é por esse fator, ressalta ele, que cada um deve portar a felicidade dentro do coração.
Em uma bela e singela explanação sobre Nossa Senhora dos Prazeres, como Padroeira de Maceió, Cônego Elison Silva citou as belezas noturais da cidade, a cultura de Alagoas e pediu a proteção da Santa Mãe aos maceioenses.

“Maria, tu és honra do nosso povo de Maceió porque acompanha, cheia de graça e de beleza, todos nós. Dos tabuleiros às orlas. Das praias mais bonitas desse país. Acompanha este povo sofrido nos lugares escondidos e esquecidos, onde se falta tudo, mas não se falta Deus.
Padre Elison citou ainda a devoção dos alagoanos à Nossa Senhora dos Prazeres.
“Tu és honra do nosso povo, da beira da lagoa, dos canaviais das Alagoas, desta terra que te ama”.
Cônego Elison lembrou também que Maria é sinônimo de esperança, pois permaneceu firme junto à cruz enquanto seu filho era crucificado e morto.

“Tu és nossa honra, Virgem Mãe, porque aprendemos que também precisamos suportar a cruz de cada dia para merecer a alegria da ressurreição”.
A vida de Judite
Durante a homilia, Cônego Elison trouxe à luz a história de Judite, para externar a força que essa mulher teve para salvar o povo de Israel dos inimigos, com a fé e a confiança da proteção divina, como explicitado no Antigo Testamento. Assim, ela ficou conhecida como Judite, a invencível porque era cheia da graça de Deus.

Ele fez uma relação da trajetória de Judite com a história de Maria, para refletir sobre o papel da figura feminina como honra ao povo de Deus, ambas confiando plenamente no Senhor.
“Como Judite, que era uma viúva humilde, mas cheia de fé, Maria é a jovem revestida da humildade e, por isso, coroada de graça e de santidade”, refletiu Cônego Elison Silva, que acrescenta: “Judite confia totalmente em Deus para salvar o seu povo. Maria confia totalmente em Deus a ponto de dizer com total entrega: ‘Faça-se em mim a tua palavra’”.
Enquanto Judite é figura de coragem e intercessão pelo povo de Deus, Maria é a mãe da Igreja e intercessora, reforça o pároco.
“Aquilo que Deus fez em Maria Santíssima, ele deseja fazer igualmente em nossas vidas. Por isso, ela é intercessora muito mais que Judite porque é a mãe daquele que se oferece em verdadeiro sacrifício”.
Ele reforça ainda que Maria não está acima do filho. “Ela é cooperadora na intimidade do filho. Ela é a aquela que participa da redenção. […] Judite libertou o antigo povo de Israel do opressor. Maria nos deu aquele que livra a humanidade do mal”.
