Centenas de Coroinhas se reúnem em Maceió para celebrar o Jubileu da Esperança

“PEREGRINOS DE ESPERANÇA”: COROINHAS DA ARQUIDIOCESE DE MACEIÓ CELEBRAM JUBILEU NA CATEDRAL METROPOLITANA

Por Gabriel Lima | Pascom Arquidiocesana

(Fotos: Lívia Pascoal | Pascom Arquidiocesana)

Na tarde do domingo, 14 de dezembro, a Comissão Arquidiocesana de Liturgia promoveu a Peregrinação dos Coroinhas, um momento marcante dentro do Ano Jubilar, reunindo crianças, jovens e adolescentes vindos das paróquias, áreas pastorais e comunidades de toda a arquidiocese.

A peregrinação teve início na Igreja São Gonçalo, no bairro do farol, onde os coroinhas seguiram em caminhada até a Catedral Metropolitana, expressando, de forma concreta, o sentido do ano jubilar: ser peregrino de esperança. Vestidos com suas túnicas, os participantes testemunharam publicamente o amor ao serviço do Altar do Senhor e à Igreja por meio dos louvores cantados, animação e entusiasmo expressados durante todo o percurso.

Ao chegarem à Catedral, os coroinhas participaram de um momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, convidando todos ao silêncio, à oração e à contemplação de Cristo presente na Hóstia Consagrada. Em seguida, o ponto alto da celebração: a Santa Missa, presidida por Dom Beto Breis, Arcebispo Metropolitano, e concelebrada pelos padres, responsáveis pela Comissão Arquidiocesana para Liturgia,  Gênison Melo e Lourenço Júnior, e contando, também, com a concelebração de Pe. Raul Moreira. A celebração contou ainda com o auxílio do Diácono Rosivaldo e a presença dos seminaristas do Seminário Maior Nossa Senhora da Assunção da Arquidiocese de Maceió, enriquecendo e marcando ainda mais esse momento na vida dos coroinhas, acólitos e ancilas.

Durante a homilia, Dom Beto Breis fez uma profunda reflexão, traçando uma paráfrase entre o Evangelho do dia e a missão dos coroinhas. O arcebispo destacou o valor do serviço humilde, essência do seguimento de Cristo: “…Jesus não veio para ser servido ou para colocar a sombra sobre os outros. Ele veio para se doar, para servir, para ajudar. E nós, servos, devemos ter essa mesma visão de humildade e serviço.”

Para muitos jovens, o momento foi de profunda emoção e renovação da fé. Gabriel Luiz, de 19 anos, da Paróquia São Benedito, em Flexeiras – AL, falou sobre o significado de ser coroinha e destacou o que mais o marcou durante a peregrinação: “Ser coroinha é ir em busca de Jesus por meio do serviço ao altar. O momento que mais me marcou foi a celebração da Santa Missa, onde pude ver toda a família
de coroinhas reunida, presenciando esse Mistério da Eucaristia.”

A ancila Dafne Rayane, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Marechal Deodoro – AL, contou que para ela, servir ao altar é algo que vai além das palavras: “Ser coroinha é algo inexplicável, e servir ao altar e estar mais próximo do mistério que está sendo celebrado na Santa Missa. Participar desta peregrinação foi uma mistura de sentimentos e de sensações muito boas, onde tive a oportunidade de
conhecer e ver outras pessoas. Um sentimento único e verdadeiro.”

Os padres responsáveis pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia também ressaltaram a importância do encontro para a vida da Igreja. Pe. Gênison Melo destacou o valor do serviço prestado pelos coroinhas e o significado da peregrinação no contexto do Ano Jubilar de Esperança: “Foi um momento significativo para toda a nossa Arquidiocese e para a vida desses jovens, crianças e adolescentes que
servem com tanto amor ao Altar. Nossa vida é um grande ‘peregrinar’, e hoje seguimos louvando e agradecendo a Deus pelo dom de cada um deles.”

Ele também agradeceu aos pais, coordenadores e a Dom Beto Breis pela confiança e apoio ao trabalho desenvolvido junto aos coroinhas.

Já o Padre Lourenço Júnior reforçou o espírito jubilar vivido durante o encontro: “Como peregrinos de Esperança, nos reunimos para celebrar o jubileu dos nossos coroinhas. Foi bonito encontrar no sorriso de cada criança, jovem e adolescente esse serviço à Igreja do nosso Senhor. Essa tarde contribuiu para que possamos continuar mais próximos de Cristo e sermos amor onde quer que estejamos.”

A peregrinação dos Coroinhas foi além: foi um testemunho vivo de fé, de serviço, do amor entregue durante o serviço em torno do Altar, e comunhão, fortalecendo a missão daqueles que, desde cedo, aprendem a servir a Deus com amor, alegria, humildade e dedicação.