Mariane Rodrigues| Pascom Arquidiocesana
Mensagem destacou comunhão entre Pai, Filho e Espírito Santo

O Espírito Santo não é energia. E, na Santíssima Trindade — “Pai, Filho e Espírito Santo” — não há hierarquia, mas sim igualdade. O Espírito Santo espera de cada um abertura, generosidade e docilidade. Essas são algumas das declarações do arcebispo da Arquidiocese de Maceió, Dom Beto Breis, durante a Santa Missa de Solenidade de Pentecostes, ao explicar a Santíssima Trindade e a presença viva do Espírito Santo. A celebração foi realizada neste domingo (24), no Estacionamento do Jaraguá, na capital alagoana.
O metropolita explica que Pentecostes encerra o mistério da Ressurreição, pois a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e a Virgem Maria não é apenas um acontecimento, mas uma ação permanente que transborda ainda nos dias de hoje. “Não tem mais bordas ou limites para a graça de Deus, que se manifesta plenamente”, pontua o metropolita, ressaltando que Deus não calcula a sua generosidade.
A Pentecostes, recorda Dom Beto, não é tão somente um acontecimento de hoje, porque a presença do Espírito Santo se manifestará por todo o sempre, visto que a “graça de Deus não tem prazo de validade e o Espírito derramado jamais é tirado de nós”.
No entanto, Dom Beto lembra que o Espírito Santo também espera de cada um generosidade, abertura e docilidade, pois ele torna o homem mais semelhante a Jesus e transforma o indivíduo em um ser mais audacioso na vivência e no testemunho do Evangelho.
O Espírito Santo não é energia
O metropolita alertou os fiéis, durante a Santa Missa, para o cuidado que se deve ter com o uso de linguagens ambíguas, que podem remeter o Espírito Santo a uma interpretação diferente daquela que ele realmente é.
“O Espírito Santo não é uma energia. É alguém, uma pessoa — o Pai, o Filho e o Espírito Santo — um só Deus em três pessoas. É alguém que procede do Pai e do Filho, mas não procede [no tempo] no sentido de começar, porque, em Deus, tudo é eterno. Em Deus não há começo nem fim. O Espírito Santo é alguém, é o elo e o amor entre Pai e Filho, o amor eterno”, explica Dom Beto.
Para Dom Beto, a linguagem que, por vezes, se usa ao se referir à Santíssima Trindade pode confundir, principalmente quando se fala que o Espírito Santo é a terceira pessoa. É comum, segundo ele, haver uma separação entre essas três pessoas, quando, na verdade, elas são união e comunhão eterna.
“Somos tentados a pensar: o Pai é o chefe, o Filho é o filho do chefe, e o Espírito Santo é o terceiro. E não é assim. Deus é igualdade, uma comunhão eterna, nenhum é mais santo, mais forte ou poderoso. Há uma relação eterna de amor. E, no amor, não há separação nem superioridade. É o Espírito Santo o amor que une Pai e Filho eternamente, numa comunhão perfeita, numa infinita doação entre o Pai e o Filho”, discorreu Dom Beto.
