Thiago Aquino e Evandro Costa / Pascom Arquidiocesana
Celebração marca instituição da Eucaristia e do sacerdócio

“Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros” (João 13,4). Este foi um dos versículos mais marcantes da Missa da Ceia do Senhor, celebrada na Quinta-Feira Santa (2), memória da instituição da Eucaristia e do sacerdócio. Na Catedral Metropolitana de Maceió, a celebração foi presidida pelo arcebispo Dom Beto Breis.
O hino de louvor, o canto do Glória, rompeu o silêncio da Quaresma na chamada Missa do Lava-Pés, como também é conhecida. A celebração faz memória da Última Ceia de Jesus com os discípulos, momento em que Ele institui a Eucaristia e revela o dom do serviço, materializado no gesto de lavar e beijar os pés.

Entre os fiéis presentes no presbitério para representar os doze discípulos estavam acolhidos do Palácio dos Pobres, instituição que oferece refeições e abrigo a pessoas em situação de rua. O gesto foi destacado pelo irmão Gabriel Maria, da Fraternidade Casa de Ranques, responsável pela gestão da entidade.
“É uma experiência muito marcante, porque essas pessoas, por tantas vezes, não tiveram seus direitos garantidos e foram esquecidas em situações de vulnerabilidade. É visível a alegria delas, justamente pelo fato de serem vistas”, afirmou o religioso.
Após a celebração da manhã, marcada pela renovação dos votos sacerdotais, o reitor da Catedral, cônego Elison Silva, o reitor do Seminário Maior, padre Márcio Manuel, e o padre Delfino Barbosa se reuniram ao redor do altar para concelebrar a Missa à noite.

Para os fiéis que participaram de toda a celebração, o momento foi de profunda imersão no mistério do amor de Cristo pela humanidade. “Estar aqui é celebrar o amor que Cristo veio oferecer à humanidade. A liturgia nos mostra que o Coração de Jesus se abre e se derrama em amor por cada um de nós. É por meio da Eucaristia, esse grande tesouro, que hoje mergulhamos nesse amor”, ressaltou Willams Manoel, consagrado da Comunidade Shalom.
A Missa da Ceia do Senhor não conta com bênção final, pois não se encerra de forma convencional. Após a oração pós-comunhão, o Santíssimo foi recolhido e o altar desnudado. Em seguida, ocorreu o translado em procissão até a Igreja do Rosário, onde acontece a Vigília Eucarística.
